Sobre tornar-se negro

Ninguém nasce negro: torna-se negro. Eu não nasci negro. Até na minha certidão de nascimento consta na minha classificação de cor: pardo. Eu me tornei negro. Na verdade, ainda acredito que estou me tornando.

Ainda tentando justificar a analogia "beauvoiriana" de um dos textos mais primorosos sobre o feminismo, acredito que comecei a me tornar negro aos seis anos de idade, que foi quando eu me percebi negro no mundo.

Lembro-me dramaticamente de um Gustavinho sentado de pernas cruzadas no degrau de um pátio com sua lancheirinha vermelha de algum personagem de desenho infantil. O garotinho abriu sua Ruffles, sabor tradicional, e sua garrafinha pet de refrigerante que sua mãe comprou e preparou para o momento do recreio. Este mesmo garoto foi observando todos os alunos descerem as escadas com aquela euforia, desconfiança e descoberta de primeiro dia de aula. Este garoto não reconheceu ninguém parecido com seus primos, com seus colegas de bairro e nem consigo mesmo. Ali foi a mais emblemática noção que eu tive que eu era negro, o que isso começaria a representar e como essa marca trazida por genes honrados dos meus pais e avós desdobraria em minha personalidade, destino e jeito de ser.

Com poucos e intensos vinte e sete anos e poucos meses de vida tive muitas oportunidades e com elas vieram algumas escolhas. Estas escolhas em conjunto com uma personalidade (por vezes irritantemente) crítica me proporcionaram o privilégio (prefiro acreditar assim) de conseguir transitar por muitos meios. Estes meios que vão do seio familiar, amigos que escolhi e me escolheram e das tais quarenta e quatro horas semanais são muito diversos. E poucas coisas me fascinam mais do que a diversidade, as mudanças e a guerra à mesmice.

Este trânsito nesses meios todos construiu um ser humano que naturalmente consegue identificar e se desvencilhar com parcimônia, elegância (não aquela de Gloria Kalil, mas aquela da simplicidade da vida) e naturalidade ao racismo e ao preconceito. Isso se constrói e se desenvolve. Longe de ser um militante assíduo do movimento negro, faço do meu jeito, com mais silêncio e comedimento. Sei reconhecer que o barulho e o dedo na ferida (se bem feito) é o que aproxima os abismos raciais do mundo em que vivo.

Quando me encontrei neste cenário e entendi a tarefa de cumprir, como posso, o meu papel de negro brasileiro acredito que comecei a me tornar negro, o que pra mim extrapola as afinidades com a nossa cultura, origem e música como forma de empoderamento. Tornar-se negro para mim é trazer a luz a reflexão de sua condição social e a empatia com todos os seus e semelhantes.

Os negros que mais admiro, me inspiram e que eu aspiro ser são dotados de sensibilidade. Lutam e relutam mais do que quaisquer outros contra os preconceitos que todo mundo possui, rechaçam as homofobias, xenofobias e demais fobias como ninguém. Se reconhecem. Reluzem. Inspiram. Tornam-se e com isso transformam!

Admitir para demitir

Admite-se calma. Admite-se reações menos destemperadas a adversidades. Admite-se eleitores menos vorazes em fazer valer suas posições. Admite-se temperatura amena. Admite-se calor apenas nas relações, qualidade, enfim! Admite-se melhor administração do tempo para se fazer o que tem de ser feito. Admite-se companheirismo com verdade, sem competitividades babacas. Admite-se leveza, mas não a de pisar em ovos. Cada vez mais me admito, e demito para me admitir mais.

do porquê eu voto na Genro


Há quatro anos atrás eu publicava neste blog um mesmo texto em defesa do meu voto em Dilma Rousseff. Naquela época, o Serra era a simbologia da negação sistemática de quem não sabe reconhecer a importância das boas ações do Governo Lula. Comprei facilmente a imagem marketeira da Dilma Rousseff gestora, articuladora e não condescendente com o errado.

Dilma geriu e articulou, afinal de contas, ter uma base aliada tão diversa e governar não é fácil. Porém, foi por muitas vezes condescendente com o errado. Não cabe na minha cabeça uma mulher que tem coragem de ir sozinha a uma abertura de Copa do Mundo sabendo que quem ali pagava aqueles caros ingressos a detestava, não consigo conceber uma mulher que tem a coragem de alfinetar Barack Obama por espionagem de seu país na abertura da Assembleia Geral da ONU, não ter a mínima postura contra um simples e mero Marco Feliciano que chefiou a Comissão de Direitos Humanos dizendo absurdos em seu governo.

Friso os Direitos Humanos no argumento, pois estamos falando da primeira presidenta do Brasil. Torturada pela ditadura no passado, não compreendo como conseguiu controlar sua inquietude por dizer o que pensa e se posicionar para simplesmente manter o fundamentalismo religioso da Câmara e do Senado ao seu dispor. Não só por isso, reconheço a ineficiência e incapacidade do governo em assumir erros, repará-los e maquiar números em prol de uma reeleição. O PT precisa e tem muita capacidade de se reiventar e voltar a falar a verdade.

Essa ainda é o grande desafio do PSDB de Aécio que precisa com urgência de um "banho de povo" para imergir nas necessidades mais sanguinolentas do país e ter a capacidade didática de explicar para as elites que tanto os amam os benefícios que todos teriam com um miserável recebendo os miseráveis 70 reais por mês de uma tal de Bolsa Esmola Família!

Marina, é o novo Lula camaleônico que com uma bela história de vida se molda para chegar ao poder e fazer o mesmo. Conhecemos os resultados e precisamos de uma nova metodologia. Minha mãe sempre me ensinou que se pudermos fazer algo melhor, devemos fazer melhor. E também me ensinou a falar a verdade, o que mais é escasso em falas, discursos, debates e sabatinas.

E falando em verdade, em dedos em feridas, em postura clara do que é melhor para o Brasil e as raízes mais profundas e perversas da tragédia social deste país não há nenhum outro presidenciável como Luciana Genro. Por isso meu voto é dela.

Uma disputa de mulheres



A imprensa pouco explorou essa realidade, mas as eleições de 2014 trazem muitas novidades. A trágica morte do ex-governador Eduardo Campos que culminou no retorno do protagonismo de Marina Silva na campanha abafou muitas peculiaridades do pleito. Pela primeira vez, temos o fundamentalismo religioso representado na forma de candidato a presidência. Pela primeira vez, a reeleição, mecanismo político implantado safadamente pelo PSDB se vê ameaçada. Mas o que mais me fascina é que pela primeira vez temos três mulheres concorrendo a presidência do Brasil.

Marina Silva, Luciana Genro e Dilma Rousseff possuem histórias de vida extremamente diferentes, mas pautaram suas carreiras políticas no mesmo PT. E este é um ponto que mostra o quão inegável é o legado deste partido, hoje com sua moral e coerência abalados, para a sociedade brasileira.

Silva e Genro saíram por divergências com o partido, sendo que a segunda fez um movimento mais coerente neste sentido ao não se beneficiar dos estratagemas do partido, saiu nos primeiros sinais de que naquela fumaça havia sim fogo. Rousseff, moldada magistralmente por Lula, hoje tem envergadura própria e possibilitou para as demais candidatas o que toda pessoa dotada de sensatez já sabia, mas que babacamente os noticiários na última eleição presidencial exploraram: hoje não há grandes questionamentos sobre a capacidade de uma mulher dirigir o país.

Fisiologias


- Ahhhh!
- Ah, que bom! Já chega! Agora está na hora de você tirar este corpo suado e peludo de cima de mim e ir embora daqui. Você bem sabe como me irrita olhar para sua cara toda vez que terminamos tudo!
Com o tom de voz agressivamente firme dotado do português bem pronunciado, sem contrações fonéticas, ela o expulsa do quarto. Já havia tido os seus divertimentos e aquele final tedioso era um dos poucos atos altruístas que era capaz de conceder ao universo ao seu redor. – Calma, espera, menino! Pega aquele maço de cigarro e me joga aqui! – tapa um dos seios a mostra com o lençol. – E o isqueiro também!
“Necessidade fisiológica, minha filha!”, essa era o fio da meada batida que tentava sacramentar como uma pastora de igreja neo-petencostal na vida das suas amigas.  Aquelas ultrapassadas que trepavam apenas com homens de mais que uma noite. Aquelas puristas que sonhavam com a estabilidade do relacionamento, com o amor enfim. Quanta bobagem! A sua postura firme e difícil de ser enfrentada foi posta a prova:
- Não trato os homens como objeto. Os trato como humanos que tem necessidades a serem supridas. Eu tenho as minhas! Ligo para eles, os iludo com meu charme, inteligência e depois com meu batom, perfume e tiques de mexer o cabelo e sobrancelha que me fazem ficar naquela tênue linha entre a sensualidade e a vulgaridade que os homens adoram. Isso não é feminismo é sobrevivência. É o animalesco do homem que hoje punja com mais verdade, desprovido de conceitos e preconceitos. Inclusive...
-Bla, bla, bla! Cala a boca! Você só faz isso, pois é só isso que você consegue!
- O quê?
- É isso mesmo! Só isso. Você prega essa liberdade e desprendimento do conceito social, da moral cristã e de tudo que é comum, popular ou trivial. Mas tudo isso é moldura fina do quadro depressivo que você representa. Todas sabemos que o que você quer é a normalidade. Te vimos chorando no casamento da Isabela mês passado! O que foi aquilo? Emoção por ela estar enfiando a vida no cu. Não é isso que é casamento pra você? Enfiar a vida no cu? Pois então! Além do mais, já estamos cansadas...
De sopetão, ela levanta e calmamente vai embora da mesa de bar com o toque do fino salto dos seus sapatos ritmando seu passo em direção a saída . No supermercado, escolhe o vinho por maior teor alcoólico, não pelo ano da safra do Cabernet Sauvignon, como de costume. Já no seu apartamento, as taças na mão, os pés descalços no tapete persa, os olhos vidrados no horizonte de São Paulo pela vista da sua janela e na mente uma só ideia.
- Estou te esperando, vê se não demora antes que eu me arrependa!
Naquela noite se entregou como não fazia desde os primórdios do afloramento da sua sexualidade. Se deixou levar pelo ritmo do ar, pelo descompromisso do descompromissar. Se deixou.
- Não precisa me mandar embora dessa vez, eu já estou indo.
- Não, hoje você fica! Se você quiser, é claro! – sorriu.

Guvena in Africa: Part II - Rotina, Cultura e Turismo



Olá Brasil!

Hoje já é praticamente sexta-feira aqui, mas aí ainda não! Mas a sensação que eu tenho é que estou aqui por muito muito tempo já.

Vou começar falando sobre a maior preocupação da minha mãe: se estou comendo direito. Estou sim! A comida aqui é muito boa, mas bastante apimentada. Põe pimenta em tudo, até no capuccino, acreditam?

Mas não estou comendo mais, quem andou comigo nos tempos do restaurante Hucarpa em Lorena podem aferir através da imagem abaixo:

Sobre o preço, não fiquei assustados, lembrem-se que 1 rand são 0,27 centavos, então gastei R$7,63 nestas 350 gramas de self-service. Mas fui enganado. Tinha uma carne muito bem bonita, com um molho muito atraente, quando enfiei na minha boca, era fígado! Depois tinham uns pedaços de empanados bem feitinhos, quando experimentei era lula. Aprendi a perguntar antes de ir pegando as coisas.

Na minha casa, a comida é muito boa e balanceada, tudo porquê Beverley Swimmer (acho a entonação do nome dela engraçada, rs) está de dieta, conforme foto maldosamente tirada por mim:


O mais legal é que a foto lembra bastante a Bev. Sim, eu a chamo de Bev e ela me chama de Gustave! Eu ia ensinar Guvena, mas ia sair Guvene, com certeza! Então deixei!

De manhã a comida é bem americanizada, pão integral com manteiga de amendoim ou manteiga normal mesmo, cereais saudáveis cheios de fibras Sandro Galisteu e leite.

Acordo sete da manhã, a aula começa as nove e vai até 1 da tarde. Caminho cerca de 30 minutoss até chegar a esta rua da escola, que é essa:

Depois da aula, a galera sempre vai almoçar em algum lugar e depois fazer turismo, o dia mais interessante foi ontem e anteontem, quando fomos num festival de curtas metragens com filmes canadenses, americanos, sulafricanos e ingleses, muito bom.

Esta é a foto que eu tirei com meu green chinese luxo, mas eu acho que deve ter melhores, posto depois!
Ontem foi um momento muito marcante pra mim, fui no museu do Apartheid. Ver a história da África do Sul de perto para um afrobrasileiro como eu, faz com que você repense algumas coisas e até mesmo faça suposições de como seria viver sob aquele regime no Brasil.
No museu tinham peças muito bonitas e chamativas, mas gastei cerca de 1 minuto olhando e refletindo sobre um banco que estava exposto. Neste banco em questão apenas pessoas brancas podiam sentar. Abaixo uma foto da parte externa do museu:


Este museu fica na ultima construção aonde se comercializavam escravos na África do Sul, no meio tem um poço daonde eram tirada a água para todas as necessidades e os troncos são os troncos.
Possivelmente algum parente distante meu, ou de um de vocês pode ter saído daí!

Cape Town tem lugares bastante exoticos e sofre influencia de muitas culturas. Um belo exemplo é a região de WaterFront que tem um quê de venezianismo. É um lugar aonde se pode comprar souvenirs sulafricanos, vinhos e artes. E também, tem um dos melhores hotéis, como este:



A embarcação no meio é um taxi daonde as pessoas se locomovem entre os hoteis e a cidade, muito bonito!

Nesta região também tem bastante artistas como cantores, musicos e pintores. Uma mulher tentou me convencer a comprar um quadro por quase 3 minutos, tudo porque eu fiquei reparando demais nas obras dela, alguém aí adivinha por quê? hahaha:

Beyoncés pintadas com areia a parte, os músicos daqui são bastante versáteis. Filmei dois estilos completamente diferentes e postei o mais interessante no YouTube para que vocês possam acompanhar:


http://www.youtube.com/watch?v=Qd2D0vR-70Q


Pessoas, vou ficando por aqui. Abraços, até mais!


Guvena in Africa: Part I - Saída, chegada e primeiras impressões.

Olá Brasil!

Minha viagem começou de fato há um pouco mais de uma semana atrás aonde eu pude reunir amigos muito importantes na minha trajetória recente e viver momentos como o da foto abaixo:


Karina Simionato deixando sua marca trajando um Cecília Biancardi legítimo.

Quando você se despede dos seus amigos você começa uma transposição de si para o outro lugar, e isso é uma sensação muito grande que todos deveriam experimentar um dia. Não que você não saiba da sua importância na vida das pessoas, mas ela se torna mais palpável neste sentido.

Sorocabanos, não nos despedimos decentemente, mas a recepção tem que ser daquelas, entenderam isso? Entenderam???

Um dia antes de eu estar aqui na África do Sul. Eu estava uma pilha de emoções muito intensas. Esta viagem significa muito para mim, e acredito que todos que me rodeiam, ficaram junto comigo, emotivos.

Um dos momentos que jamais esquecerei foi o abraço em que dei em minha tia Águida aonde pude desabar diante de tanta pressão que a gente sente nesse momento e chorar muito, como há tempos não fazia. Foi uma grande desabafo sem palavras, meu e dela. Dias antes dessa viagem não foram tão fáceis de serem digeridos, quem é meu amigo de verdade, sabe ao tanto que me refiro.

Não posso deixar de registrar o carinho dos meus amigos, Thaís, Paula, Márcio, Danielle, Tayrone, Karina, Andréa, Felipe, Sandro e Mary Robers. Tem ainda a Sáskia que mesmo de longe sempre me rendeu sua atenção quando precisei. Seria mais do que injusto se me esquecesse do apoio mais do que fundamental, em melhores termos, quase que decisivo, que recebi de um grande amigo. É Fábio, a ti que me refiro. Você foi fantástico nesses últimos dias de ócio improdutivo, nervosismo e dramas mexicanos que vivi no Brasil.

Continuando, quando abracei minha mãe, minha tia Benedita, que é quase que a minha outra mãe, e meus tios no aeroporto, me segurei muito, mas assim que entrei na sala de embarque chorei como um bebê no parto, atraindo a atenção de todos. Liguei o “Who cares” e continuei chorando o quanto eu tinha pra chorar.

Entrei no avião e observei tudo atentamente, é curioso você observar as pessoas e pensar: “o que diabos essa pessoa vai fazer na África, sabe?” A parte do avião é a mais divertida! O susto e espanto das pessoas quando eu abria a boca pra falar português ou inglês com aquele sotaque tipicamente brasileiro era engraçado. Só no avião eu repeti 4 vezes em inglês que não era sul-africano, mas sim brasileiro.

Não consegui dormir! Optei por assistir os filmes disponíveis. Vi Dreamgirls (depois da propaganda enorme que meu amigo Leandro fez do filme), bonzinho, mas morno. Depois disso, ouvi musicas africanas disponíveis até me deparar com essa, eu tive que ouvir, e registrar que ouvi:


E eu ainda ouvi novamente tocando nas ruas da cidade e por um grupo de sul-africanos tocando a versão original.


Seis horas de vôo, comecei a ter funiquitos de estar sob o Oceano Atlântico. A Thaís já havia me dito sobre esse incomodo quando viajou pra França. Acompanhei a localização do avião pelo mapa da tela do meu computador de bordo o tempo todo:


Nesse momento eu ainda estava sob o oceano, no fim da linha vermelha: longe!


É engraçado, mas só tive a plena noção de que eu estava na África quando avistei aquele estádio de futebol marrom de Johannesburgo do alto do avião. Até então, a sensação era de estar num ônibus indo pra sabe Deus aonde dentro do Brasil mesmo.

Quando aterrissei, me deparei com um aeroporto muito bem estruturado e moderno (mais do que Mogi, rs). Conversei com alguns sulafricanos e eles me disseram que foram feitos altíssimos investimentos por conta da Copa em infra-estrutura. Todos com muito atraso e com muita corrupção. Um deles me perguntou como as coisas estavam no Brasil:

- Unfortunatelly, the history is gonna repeat in Brazil!

Politica a parte, cheguei na minha casa após vir pra Cape Town. Cape Town é linda, lembra um pouquinho, o Rio de Janeiro, pela geografia, mas é diferente. Moro num bairro nobre de maioria branca na cidade. Aliás, quanto a essa questão de pós-apartheid uma coisa me deixa muito curioso por aqui.

É normal ver brancos e negros andando juntos como amigos, mas não vejo casas inter-raciais como no Brasil nas ruas, no entanto, há muitos mulatos e mestiços aqui. Queria entender como isso aconteceu na época em que se decidiu separar os grupos, pois aqui tem mais miscigenação do que eu imaginava.

As mulheres negras são muito lindas e todas arrumadas, tanto as da favela que pegam aquele metrô que faz a linha Coral que vai pra Mogi das Cruzes parecer um luxo só, como as que andam de Mercedes. Todas escravas de seus cabelos lisos e alongados. Ou com tranças e penteados muito bem feitos.

As pessoas se vestem bem por aqui!

Voltando a questão racial, a dona da minha casa é uma mulher branca, amável, mas um pouco fechada, fala pouco sobre a vida dela. Isso me fez ficar um pouco temeroso sobre o que ela estava achando de mim. Só comecei a me sentir mais confortável com ela quando no shopping (Aliás, o Subway aqui é horrííííível e mais caro que no Brasil!) ela se abaixou e pegou o brinquedo que um bebe de uma família negra derrubou, entregou e brincou com o garoto e conversou com a família por uns minutos. Ali eu vi, que qualquer eventual problema que surgisse eu não poderia colocar essa questão de preconceito instantaneamente em relevância.


Moro numa casa bem na frente dessa "pedrona" aí!


No dia seguinte, fui pra escola e conheci muiiiiitos brasileiros, uma francesa, uma espanhola, um líbio e um sul coreano com o inglês mais difícil de entender no Bra... na África! Após a aula, saí com eles no Centro da cidade aonde comprei um adaptador pra ligar meu PC. O modelo da tomada aqui é bem diferente!

Bom, por hoje é só. Em breve posto fotos das baixarias aventuras que estão por vir!

Saudades de todos, até mais!

Dores


Mulheres jamais saberão em encarnação vigente a dor que se tem quando o apêndice sexual masculino é fatalmente atingido, bem como homens jamais compreenderão a dor de tirar um feto de dentro de uma invaginação humana.

E a dor, como sensação, é arquivada no cérebro. Resgatá-la é fácil, como o doce gélido sorvete e o amargo do jiló na boca.

Seja física ou não, a dor é incômoda para os não masoquistas e como é de ser, traz avanços. Um belisco que repuxa derme e epiderme, subsequencia um grito de revolução.

A atitude pós dor é fascinante e revigorante. E é assim que me sinto hoje, sem nenhuma dor. Que venha 2011.

Pícara Sonhadora



Faz tempo que não escrevo de mim, sem rodeios e entrelinhas por aqui. Estive pensando em um tema hoje durante a volta do trabalho e do nada me lembrei da novela Pícara Sonhadora do SBT.

Pode parecer mais uma influência da minha vasta cultura trash, mas essa novelinha era interessante! Pra quem não sabe, tratava-se de uma menina sonhadora - a Pícara - que morava com o pai, zelador de uma loja dessas que vendem tudo, ela consumia tudo de lá: roupas, comida e LIVROS!

Bom, a Pícara me veio, pois eu tenho notado que eu ultimamente venho debochado muito de pessoas com amigos ou simplesmente através da minha voz mental de : “Ah, aquela pícara sonhadora!”

E o deboche, produto do multiplicador ‘menosprezar o próximo’ e do multiplicando ‘insatisfação pessoal’, tem o porquê de vir. Eu ando a cada dia menos pícaro e menos sonhador. A vida veio arrebatadoramente com a necessidade urgente de eu me reinventar, em todos os seus segmentos! Eu estou perdido, amadurecendo, de fato, eu diria.

Mas não é nada desesperador como em outras épocas, em breve voltarei a ser mais sonhador e mais pícaro. Ihhh, eu não consegui fugir ainda das entrelinhas... Quem sabe da próxima vez!

Incerteza





Quando ingressei na engenharia, em Física Experimental I - uma materiazinha de um crédito, aprendi a calcular a incerteza matemática de medições.


Eu gostava de calcular incertezas, pois através delas eu tinha em números a noção exata de quanto eu tinha sido impreciso nos meus experimentos.


Hoje, estou dominado por incertezas imensuráveis que consomem porcentagens colossais da minha energia. Apostas que fiz baseadas em conformismos, amizades de qualidade decadente e paixões que beiram o ineditismo da inexistência.


Daí, hoje sou Gustavo Venancio ± Narciso.


Do porquê eu voto na Rousseff

Nos primórdios da campanha presidencial de 2010, que desde há tempos começou a fermentar e tem o seu tempo de decisão agora, Ciro Gomes enquanto presidenciável me convenceu e me alertou para um caminho com pitadas de fantasia, mas não muito distante do impossível: a possibilidade de unir o melhor do PSDB e do PT.

É fato que estes dois partidos possuem sim um cast de brasileiros fantásticos que contribuem e contribuíram muito para o desenvolvimento econômico tartaruguesco que o país possui.

As controversas alianças políticas, necessária para a governabilidade dos tucanos com os demos e de Lula com o PMDB de Sarney é de causar ojeriza a qualquer um que conheça minimamente a política no país.

Daí, Marina Silva surfou elegantemente a onda verde de seus 20% de votos nas urnas. Esta ascensão é uma luz no fundo de um túnel de uma lenta mudança política no país, mesmo que junto com ela tenham sido elegidos Tiririca, Weslian Roriz tenha ido para o segundo turno e Heloísa Helena tenha ficado fora do Senado.

Desta forma, enquanto não se dissolve essa épica guerrilha entre PSDB e PT, considero que Dilma Rousseff na condição de ex-ministra chefe de um governo que deu mais certo que o anterior é a mais preparada para assumir a presidência do país, no que concernem a agilidade das execuções das obras do PAC, avanços de programas sociais e possibilidade de realizar as Reformas Politicas e Tributária e mudanças importantes na legislação civil.

É importante salientar que, Dilma com a eleição da maioria de sua base aliada na Câmara e no Senado tem mais governabilidade, e isso promove toda uma agilidade em questões importantes para o país. Um país que tem pressa de crescer e sede de futuro. Por isso, dia 31, escolho Dilma Rousseff.

Relações Incomuns: Controle ou Liberdade?

Era com muita estranheza que o Senhor Controle se via naquela situação adversa. Ele estava em uma relação incomum.

Relações incomuns são comuns na modernidade e incomuns no conceito essencial pregado pela sociedade e o mercado como necessário para o ufanismo da felicidade. Elas se caracterizam pela indefinição e não enquadramento nos patamares básicos no que concernem relações interpessoais afetivas. São longas e demasiadamente intensas de sentimentos para serem caracterizadas como uma simples ‘ficada’, não tem arraigados os pressupostos da monogamia exigida para se transformar em um namoro e, pela mesma lógica, tão pouco podem ser consideradas um noivado ou um casamento. São de fato incomuns.

E ‘incomunidade’ é como uma cueca apertada incomodando as partes baixas e impedindo que o bumbum do Senhor Controle, que com a Senhora Liberdade conjugava uma relação incomum, respirasse. Liberdade que outrora já havia vivido um relacionamento enquadrado caiu nas garras da modernidade das relações incomuns.

Essa mesma modernidade, que vem tecnologicamente todos os dias para tornar a vida dos seres humanos mais confortável, vigora também na administração que se faz na necessidade do amor e da atenção externa. Isso fez nascer a relação incomum, em que os prejuízos iminentes da definição da relação não são admitidos podendo ser causas de um fracasso doloroso. Daí, é necessária a remoldagem de nós mesmos para manter este tipo de relacionamento, em que esconder o que realmente se sente é quase que uma questão vital para continuar a render.

Entretanto, o fator tempo, determinante para se aferir paciência, é que vai fazer com que Controle da Silva faça um streap-tease para Liberdade Souza para que se possa se ver livre de sua apertada roupa de baixo revelando sensualmente e com verdade todas suas reais e consistentes pretensões, tendo inevitavelmente a conseqüência da surpresa: boa ou ruim.

A necessidade do clichê

Quando comecei a ‘guvenar’ na Internet através do blog, muitos, baseados no conceito prosaico de que eu transformaria essa situação em um diário virtual, me taxaram no ridículo. Hoje, mais maduro que ontem até posso dizer que já fui ridículo aqui, e hoje vou me arriscar mais uma vez.

Não há ser humano neste mundo que me conheça minimamente que não saiba que eu vivo, sem nenhum tiquinho de dúvida, a fase mais desagradável da minha vida! Eu me considero mais chato do que nunca, pois, mergulhado na necessidade de me ocupar com um estágio em uma grande empresa, derramo-me dramaticamente a todos ao meu redor em um desabafo expectativo da consolação.

O que acontece é que o clichê nesses momentos ‘vem que vem que vem’ como certeiro. A princípio a indignação era imediata com isso, baseada na meritocracia que me compensou em uma velocidade maior em (quase) todas as grandes conquistas na minha vida. Hoje, o clichê me consola e comede, e são os de todos os tipos:

“Tudo tem seu tempo, e seu tempo chegará!”, este com um tom religioso baseado no 3 de Eclesiastes da Bíblia já me serviu bem nos tempos de vestibular e outros mais nebulosos, geralmente vem da minha família de cunho evangélico.

“O que é seu tá guardado!”, este então, nossa! É o mais vigente, e é o que eu mais tenho gostado, pois imagino que ele justifica melhor toda a história ‘a la mexicana’ que tenho vivido com RH’s de empresas desde aqui.

De tudo isso, uma coisa é certa, a minha maneira de pensar não mudou nada. O tempo é quem vai responder este tempo todo desperdiçado em seriados americanos, na aquisição de dez milhões no jogo Colheita Feliz e tweets cada vez mais elaborados, tudo isso perpassando por tentativas frustradas em diversas empresas até aqui cujo desgaste emocional é recorde. Que ainda prevaleça a meritocracia.

No morro do pau da bandeira






Esse ano a fenomenológica tomada de figuras conhecidas do grande público na política provoca grandes controvérsias. Tiririca o mais notável deles é aclamado pela massa e a quem tem um pouco de discernimento do que ele pode provocar no Congresso Nacional nada mais causa que uma grande ojeriza.

Quase no mesmo patamar que o “cantor comediante” podemos colocar as mulheres-fruta Morango e Pêra (esta última apoiada pelo Senador Eduardo Suplicy, olha que beleza! Marta Suplicy deve ter ficado radiante!), a funkeira “de responsa” Tati Quebra Barraco, os irmãos “K” e “L” do decadente KLB, Ronaldo Ésper com suas agulhas e vasos ruins e tosquice de Agnaldo Timóteo que sendo já vereador de São Paulo criou a polêmica e “relevante” lei para alterar o nome do parque Ibirapuera para parque “Michael Jackson”.

Dentre toda esta patotinha passam pelo meu filtro três nomes em ordem de grandeza: Leci Brandão, Netinho de Paula e Moacyr Franco. Acredito que infelizmente estes se misturaram aos indignantes do parágrafo acima. Moacyr possui uma boa carreira como artista e possui um bom intelecto para poder elaborar leis e aprovar ou não projetos no Senado. Apesar de estar em um partido menor do que o PC do B de Leci e Netinho, o PSL teve uma boa postura, a meu ver, ao apoio do Skaf (PSB-SP) no governo do estado de São Paulo, o discurso é firme e comprometido.

Quanto a Netinho, a desistência do seu programa no SBT para mergulhar de cabeça no projeto de se transformar em senador é um grande indicativo do comprometimento do candidato ao desafio que se propôs admitir. Além disso, a predileção por Netinho em detrimento do grande nome e carreira de Aldo Rebelo na política deve significar alguma coisa diante do restinho de seriedade que acredito que a coligação PT e PC do B deve possuir.

Leci Brandão, autora e intérprete de “Zé do Caroço”, um dos meus sambas favoritos, tem a obrigação de fazer valer o mínimo na Assembleia paulista o reconhecimento que a sambista possui no país com suas canções e críticas sociais que conseguiram o respeito de muita gente.

Através destes célebres ou não, a renovação e a inovação são muito importantes para o desenvolvimento de países emergentes como o Brasil, de modo que na política essa regra também prevalece. Que o ruim e arcaico fique para trás e o novo venha com a mesma firmeza e determinação do “novo líder do morro do pau da bandeira”!

Carne de Laboratório




http://www.youtube.com/watch?v=VpuScdyxTCc


Madonne-se, ou não!

Madonna causando com Britney Spears.
Ultimamente estou ouvindo bastante música pop, de modo que qualquer pessoa que eventualmente me conheceu nestes últimos tempos não ia conseguir detectar meu ecletismo característico.


E como é natural de todos, eu comecei a pesquisar sobre a vida de algumas cantoras, especialmente Madonna, como forma também de me justificar de alguma crítica feroz que eu poderia receber de alguém que se incomodasse com minhas novas "influências".


Revi alguns clipes, em especial 'Like a Prayer' e 'Vogue' além da entrevista da curiosa entrevista da eternizada Rainha do Pop deu a jornalista brasileira Marília Gabriela. Tudo isso ocorreu assim, cronologicamente como descrevi.


Assim que vi os clipes me deparei com um ser humano fantástico, que se valia bastante da futilidade de querer aparecer a todo momento na mídia chocando, mas que virava e mexia não descuidava também de realizar suas críticas político-sociais. Daí juntando isso ao fato de eu conhecer fãs neuróticos da cantora e seus comportamentos desperados e hiperbólicos que tiveram quando ela pisou em terras brasucas em 2008, eu percebo que o lado B da Madonna é o que menos é relevante para seus adoradores.


Quando vi a entrevista que ela deu a Marília Gabriela no Youtube foi como se tudo aquilo tivesse se explicado melhor. Eu concordo que o modo com a qual a entrevistadora fez as perguntas pareciam confusas para a entrevistada, mas é importante ressaltar que Madonna pouco se esforçou para ser uma entrevistada interessante, de modo que o simples fato dela ser quem ela era já era suficiente para a pobre coitada latina que lhe importunou por minutos em um chique restaurante novaiorquino.


Naquele instante, os defeitos humanos dela se sobressaíram em um instante e foi interessante perceber como isso se minimiza diante dos fãs que são cegados pelo corpo invejável da cantora aos 50 e por adotar pobres coitados do hemisfério sul e como ainda se minimizará mais quando Jesus Luz se tornar viúvo um dia. Ou não.

Burrice Superexposta


A superação é sempre mais complicada àqueles que tem o superego para se proteger das fraquezas que possuem, que ocasionalmente, aflorescem na competitvidade da vida moderna.





Em uma superexposição de mim mesmo, a constatação acima decorre de dias ociosos que fizeram com que recentes acontecimentos recheados de atos falhos provenientes do pior do meu lado humano, que erra, decantassem em minha cabeça e provocassem um incômodo estrondo ressonante de: Fui idiota e burro.


Depois disso vem o medo. Todas as vezes que me comprometi a assumir uma nova postura de controle de mente e corpo nunca obtive sucesso efetivo. Continuarei eu errando e rindo nervosamente da vida?


Eu não queria. Mas pertencente ao esquema pastelão da boa-ação-recompensa espero que o ânimo que me toma assumir um novo comportamento mais amadurecido e digno da minha história e do que esperam e do que eu espero de mim renda , em breve, frutos vistosos que eu possa saborear até o caroço ao lado daqueles que realmente queiram o meu bem.


Viva a minha intuição.

Repúdio ao azar injustificável

Donatella Versace, a estilista chefe da marca italiana que leva seu sobrenome é a imagem principal que aparece quando se digita "tropeço" no Google.


A razão da minha pesquisa foi uma só, eu levei um grande tropeço. Nada amoroso, familiar e de grande magnitude sentimental. O "tropeço" custou nada mais nada menos que oitenta reais a menos no bolso de um universitário falido como eu.


Engolida a raiva e já descarregada todas as energias negativas minhas no dito-cujo que me fez ficar ainda mais pobre, a procura agora é a justificativa pela qual eu tive de viver tamanha desventura.


Daí, agi a refletir sobre o porquê Donatella teve o azar terrível de levar esse grande tropeço, e cheguei a uma conclusão. Pesquisando mais sobre a estilista descobri que seu grande ego a levou a obter a aparência mostrada abaixo com suas zilhões de cirurgias plásticas. Ela tinha mesmo de redimir do seu pecado capital, mas e eu?




Reencontrando Abraham Lincoln

Envolto pelo sentimento desagradável da carência, cedi ao ridículo de numa manhã ociosa digitar no Google a seguinte pesquisa: “frases para pessoas carentes”. A intenção era saber se alguma daquelas frases-dica que muita gente gosta de acessar me renderia de alguma coisa no dia de hoje.
O resultado da pesquisa me remeteu a um site que dentre várias frases que não se aplicavam à minha situação, destacou-se uma de Abraham Lincoln: “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida.”
Como sempre abominei ter que estudar a história estadunidense, esquecer da participação deste ex-presidente nela não me foi difícil, o espaço em memória foi destinado facilmente à alguma classe de proteínas ou leveduras.
Fui novamente ao Google e tentei encontrar alguma correlação da frase que me foi tão importante no dia de hoje com a vida de Lincoln, e ali notei que por mais que a História o acuse de negligente e ineficiente, o político marcou seu governo por manter os Estados Unidos unidos durante a Guerra da Secessão.
Não fui além na minha pesquisa, mas refletindo apenas do que obtive daí, percebo que este sábio homem, que assumiu o governo sendo taxado de idiota, calou-se e agiu eficazmente no inconveniente da guerra. Em outras palavras, meu reencontro com Lincoln trouxe a concepção de que todos nós podemos nos reinventar se calarmos mais nossos internos anseios pelas coisas da vida, através de palavras e gestos. Afinal, não há nada mais interessante que a dúvida. Será?

Sim, eu vou falar do BBB

Que eu gosto de programas populares nunca foi novidade para quem me conhece a fundo. Eu consigo me entreter com eles, além de estar inteirado pra participar minimamente de qualquer roda de conversa do gênero sem parecer “cult” demais, ou até mesmo arrogante.

No mais, o BBB 10 é o populacho da vez. Acredito que o programa está em seu ápice agora com as discussões curiosas com o melhor do português de uma doutoranda em lingüística (também DJ) com quem quer que seja que fira os seus “princípios de moral, conduta e ética”, os gritos estridentes de sotaque arretadíssimo conjuntos com gestos intimidantes de uma policial com quem a provoca, o comportamento de três homossexuais assumidos, uma lésbica diante de mulheres lindíssimas e dois gays, sendo um, uma drag queen diante de homens que cospem e escarram nas ruas invariavelmente, e a revolta de uma dançarina cheia da verdade.

Este, sem dúvida é o cerne que prende qualquer propício telespectador ao programa. O restante dos participantes são apenas coadjuvantes destes temas centrais que já foram eliminados nos últimos paredões. Esta edição sem dúvida, é a melhor edição de um reality-show desde a primeira Casa dos Artistas que trouxe a novidade para o Brasil.

A escolha meticulosa dos participantes trouxe um conjunto interessante de dramas e conflitos que agitam discussões por todo o país, e contribui de uma maneira interessante para um nanodesenvolvimento da sociedade brasileira diante do que é mais uma grande política de se fazer pão e circo.