Burrice Superexposta


A superação é sempre mais complicada àqueles que tem o superego para se proteger das fraquezas que possuem, que ocasionalmente, aflorescem na competitvidade da vida moderna.





Em uma superexposição de mim mesmo, a constatação acima decorre de dias ociosos que fizeram com que recentes acontecimentos recheados de atos falhos provenientes do pior do meu lado humano, que erra, decantassem em minha cabeça e provocassem um incômodo estrondo ressonante de: Fui idiota e burro.


Depois disso vem o medo. Todas as vezes que me comprometi a assumir uma nova postura de controle de mente e corpo nunca obtive sucesso efetivo. Continuarei eu errando e rindo nervosamente da vida?


Eu não queria. Mas pertencente ao esquema pastelão da boa-ação-recompensa espero que o ânimo que me toma assumir um novo comportamento mais amadurecido e digno da minha história e do que esperam e do que eu espero de mim renda , em breve, frutos vistosos que eu possa saborear até o caroço ao lado daqueles que realmente queiram o meu bem.


Viva a minha intuição.

Repúdio ao azar injustificável

Donatella Versace, a estilista chefe da marca italiana que leva seu sobrenome é a imagem principal que aparece quando se digita "tropeço" no Google.


A razão da minha pesquisa foi uma só, eu levei um grande tropeço. Nada amoroso, familiar e de grande magnitude sentimental. O "tropeço" custou nada mais nada menos que oitenta reais a menos no bolso de um universitário falido como eu.


Engolida a raiva e já descarregada todas as energias negativas minhas no dito-cujo que me fez ficar ainda mais pobre, a procura agora é a justificativa pela qual eu tive de viver tamanha desventura.


Daí, agi a refletir sobre o porquê Donatella teve o azar terrível de levar esse grande tropeço, e cheguei a uma conclusão. Pesquisando mais sobre a estilista descobri que seu grande ego a levou a obter a aparência mostrada abaixo com suas zilhões de cirurgias plásticas. Ela tinha mesmo de redimir do seu pecado capital, mas e eu?




Reencontrando Abraham Lincoln

Envolto pelo sentimento desagradável da carência, cedi ao ridículo de numa manhã ociosa digitar no Google a seguinte pesquisa: “frases para pessoas carentes”. A intenção era saber se alguma daquelas frases-dica que muita gente gosta de acessar me renderia de alguma coisa no dia de hoje.
O resultado da pesquisa me remeteu a um site que dentre várias frases que não se aplicavam à minha situação, destacou-se uma de Abraham Lincoln: “É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida.”
Como sempre abominei ter que estudar a história estadunidense, esquecer da participação deste ex-presidente nela não me foi difícil, o espaço em memória foi destinado facilmente à alguma classe de proteínas ou leveduras.
Fui novamente ao Google e tentei encontrar alguma correlação da frase que me foi tão importante no dia de hoje com a vida de Lincoln, e ali notei que por mais que a História o acuse de negligente e ineficiente, o político marcou seu governo por manter os Estados Unidos unidos durante a Guerra da Secessão.
Não fui além na minha pesquisa, mas refletindo apenas do que obtive daí, percebo que este sábio homem, que assumiu o governo sendo taxado de idiota, calou-se e agiu eficazmente no inconveniente da guerra. Em outras palavras, meu reencontro com Lincoln trouxe a concepção de que todos nós podemos nos reinventar se calarmos mais nossos internos anseios pelas coisas da vida, através de palavras e gestos. Afinal, não há nada mais interessante que a dúvida. Será?

Sim, eu vou falar do BBB

Que eu gosto de programas populares nunca foi novidade para quem me conhece a fundo. Eu consigo me entreter com eles, além de estar inteirado pra participar minimamente de qualquer roda de conversa do gênero sem parecer “cult” demais, ou até mesmo arrogante.

No mais, o BBB 10 é o populacho da vez. Acredito que o programa está em seu ápice agora com as discussões curiosas com o melhor do português de uma doutoranda em lingüística (também DJ) com quem quer que seja que fira os seus “princípios de moral, conduta e ética”, os gritos estridentes de sotaque arretadíssimo conjuntos com gestos intimidantes de uma policial com quem a provoca, o comportamento de três homossexuais assumidos, uma lésbica diante de mulheres lindíssimas e dois gays, sendo um, uma drag queen diante de homens que cospem e escarram nas ruas invariavelmente, e a revolta de uma dançarina cheia da verdade.

Este, sem dúvida é o cerne que prende qualquer propício telespectador ao programa. O restante dos participantes são apenas coadjuvantes destes temas centrais que já foram eliminados nos últimos paredões. Esta edição sem dúvida, é a melhor edição de um reality-show desde a primeira Casa dos Artistas que trouxe a novidade para o Brasil.

A escolha meticulosa dos participantes trouxe um conjunto interessante de dramas e conflitos que agitam discussões por todo o país, e contribui de uma maneira interessante para um nanodesenvolvimento da sociedade brasileira diante do que é mais uma grande política de se fazer pão e circo.

Lula & Amy Winehouse



Com um grandioso reconhecimento mundial, Lula escorrega em frases exageradas, projeções superfantásticas e simplicidade questionável que coloca qualquer lulista de plantão em saia justa, quando tucanos e demos contra-atacam com argumentos babacas endossados pelas pérolas do presidente.
Há grande estranheza em relação à liderança tão controversa de Lula, como ele sendo um capítulo a parte da história do Brasil conseguindo propiciar o começo da consolidação de desenvolvimento e crescimento econômico, pode não se deixar moldar totalmente por seus aliados que prezam por manter a aprovação do presidente nas alturas como arma para um possível início de uma era Dilma no Brasil, um país que se encontra hoje em um otimismo mais realista de crescimento e desenvolvimento econômico depois de políticas adotadas, sobretudo nos últimos 20 anos.
E a mais ou menos vinte e cinco anos atrás quando Lula começava a se envolver com o sindicalismo sem a pretensão de alçar vôos tão altos nascia uma cantora, que assim como Lula é um mito vivo. Amy Winehouse, é uma das maiores inovações da música mundial dos últimos tempos. Seu estilo musical, suas letras e interpretação destoam absurdamente da sua figura física. Infelizmente, o que se fala mais dessa mulher, que conseguiu ser conceitual em uma época de “mais do mesmo”, é seus sucessivos escândalos provenientes de um descontrole que parece não ter fim.
Entretanto, a responsabilidade desses dois ícones diante do grande público que cativaram e/ou representam é degenerada dia-a-dia por seus atos de geral reprovação por uma sociedade que de tão hipócrita, carece de bons valores e exemplos a seguir. No mais, uma ressalva deve ser considerada. Lula lança Dilma Rousseff, que vem com uma proposta continuísta, e Amy Winehouse é curta e grossa quanto a se reabilitar, ela diz:
- No, no, no!

Lições Para Viver Melhor


2010 começou e algumas lições da vida moderna vieram à tona. O pior de tudo são as histórias recheadas de babaquices retrógradas que estão por trás delas.

  • A primeira lição que veio a tona é que quando tens um desamor ou desilusão, não delete do MSN, do orkut e sequer apague no celular o número da danada criatura. Mantenha lá e exercite a tarefa do auto-controle para que você se valorize como ser humano cada vez mais. Até por que, um possível perdão, ou até mesmo um mal entendido vai te partir a cara e te diminuir como ser humano em frases como:
- Qual mesmo o número de seu celular?
- Me readiciona no msn, no orkut?

É melhor manter o canal de comunicação disponível para que o triunfo da superioridade se mostre quando o outro perceber que você não precisou deletá-lo para esquecê-lo de vez. Isso com certeza o levará a uma concepção de que não é tão necessário assim na sua vida.

  • A segunda lição foi de que quando você acha que usou de todo o seu conhecimento de vida e visão global diante de uma situação ou desafio que um amigo seu quer assumir na vida dele, e você percebe que mesmo ele compreendendo o que você quer dizer claramente ou maquiado por metáforas ou entrelinhas, ele persiste na causa que você julga perdida, a solução é clara:

Fique quieto! Tudo que você achou e julgou correto fazer já está feito. Não tente jamais ser explícito, isso magoará absurdamente o seu amigo. Ele se sentirá incapaz e sua auto-estima será abalada. Neste caso a boa falsidade é bem-vinda.Incentive levemente seu amigo na causa e mantenha seu ombro bem quente para quando ele vier chorando. No caso de você ter sido ultra-prepotente e o seu amigo se dar bem, ficará melhor para você manter essa política para que ele não esfregue eternamente na sua cara o grande feito.

  • A terceira lição foi uma bem velha, que a gente aprende na adolescência, mas que às vezes algumas pessoas nos fazem esquecer dela pelo grande poder de ludibriar nossa razão chegando no cerne do nosso emocional como uma sanguessuga desesperada e faminta no Agreste Nordestino.

Jamais aposte todas as suas fichas em alguém, nem que o brilho e os sinos da certeza ofusquem seus olhos e ensurdeçam os seus ouvidos. E se não tiver nem brilho e nem sinos, piorou! Essa é a maior burrice de todas. Lembre-se o maior bem precioso do homem é aquele contando pelo Tic-Tac. Por isso, se você não tiver, compre uma geladeira e congele casos de pequenas, médias e grandes possibilidades de (se pá) desenvolver uma relação interessante, nem que meramente sexual, se és daqueles que tem menos pudores para combater a necessidade fisiológica mais safadinha. Quando perceber que está gastando muito tempo com alguém, simplesmente, sem que ninguém perceba, descongele alguém e ponha no micro-ondas. Assim, se for iludida e levar um pé na bunda, será mais gostoso chorar no ombro de um "congelado quentinho" e disponível na sua mesa, do que ser esmagado pelo sentimento chato da burrice e da solidão.

Eu, Xuxa e Ana Maria Braga



Dias atrás, Ana Maria Braga, Xuxa e eu cometemos um desperdício babaca.

As célebres protagonizaram uma cena pastelão em que bolos e tortas, que despertam diariamente o apetite das classes C e D que assistem a TV Globo pelas manhãs, eram desperdiçadas por meio de uma tradição estúpida das estrelas de se empapuzarem de guloseimas a cada encontro que realizam no matutino da loiruda recém-desquitada.

Eu, usando da mesma babaquice, desperdicei algo bem mais valioso que tortas e bolos super confeitados. Desperdicei tempo, bem mais precioso do ser humano, com algo (ou seria alguém!?) que na minha concepção atual vale menos a pena do que assistir o filme em que a Xuxa Meneghel é a mocinha e Ana Maria Braga é a vilã.