Pára tudo, Sarney!



Há algum tempo atrás, tirei de mim e pus aqui minhas reflexões quase que bairristas no "Do bigode do Sarney". Hoje, o dito cujo anda bem célebre em capas de revista, em matérias de jornais escritos, ouvidos e televisionados.


A brilhantina voltou para Sarney que há tempos, desde que deixou a presidência, não era foco de discussões revoltosas que rolam em mesas de bares.


A permanência dele no Senado, apoiada pelo PT, e rechaçada por tucanos e democratas e a ala rebelde do próprio PMDB é um verdadeiro dissabor diário que acompanhamos.
Eu, eleitor iminente de Dilma Roussef, devido à minha antipatia tucanesca, acredito que o partido deveria sim encontrar outras maneiras de garantir a elegibilidade da ministra, não colocando em detrimento a moral e a ética do senado brasileiro.

Tendências






Quando uma possibilidade a cercava, Nívea se enchia de esperança. E isso sempre ocorreu. Infante, a emoção chegava a transbordar em si quando via Papais Noéis sofridos devido aos seus inúmeros apetrechos invernais em tempos de calor. Eles a deixavam louca e ansiosa para saber o que sairia de dentro daquele saco vermelho.


Hoje, não é diferente, Nívea está desejosa e ansiosa. A cada homem que aparece, ela despeja, sem receios, uma avalanche de sentimentos pesados, externalizando explicitamente seu desejo latente de amar e de se entregar ao outro com uma intensidade tal qual cantada por melodias sertanejas de amor barato.


O que Nívea não sabe, é que as tendências estão nas frestas do decidir da mente do ser humano, de forma que seus sucessivos preterimentos estão arraigados em uma única razão: Nívea não é tendência.


Que a vida deixe isso claro para ela. Como a neve.



Perto da Lua



Endeusar a Lua não é coisa de ameríndio. Recentemente eu mesmo fiz isso. Não, eu fiz mais do que isso, tentei chegar perto da Lua, explorá-la. E arrisquei.


A cada ano-luz que me aproximava do satélite, maravilhava-me com o mar de possibilidades que a Lua poderia me proporcionar, e quanta felicidade poderia sentir dentro de mim se eu pusesse meus dois pés nela.


No entanto, aos poucos a Lua ia se revelando, se mostrando recalcitrante. Era a temperatura fria que congelava o calor dos meus desejos. Era a gravidade menor que reduzia o peso do meu sentimento, deixando-o levemente surreal e improvável.


Daí em diante, desisti. Resolvi parar e abandonar a empreitada, mas não recuei. Estou no mesmo lugar, conseguindo sentir espiritualmente no vácuo do espaço que um dia terei todos os aparatos à mão para fincar com toda a força a bandeira da minha vitória em solo lunar.


Oportunismo & Oportunidade


A imiscibilidade do futebol com a música erudita é vencida quando vem à tona a contraposição de nomes como Ronaldo e Susan Boyle.
O fenomenal oportunismo do jogador, que viu a contratação do Corinthians a alavanca certeira para esbanjar estrelismo na seleção brasileira é uma manobra constante na sociedade brasileira que resiste bravamente em apostar no novo e dar oportunidades a tantos outros que podem fazer maior diferença.
Nadando contra a corrente da exigência mercadológica da beleza fundamental, Susan Boyle que encontrou em um reality-show uma oportunidade de se projetar e galgar degraus altos e inimagináveis em toda uma história de vida, é exemplo latente do quão válido pode ser a novidade sobre o batidão.

Anjo Guardador

"Você é um anjo!" O clichê que é característico de apaixonados que caem na malha fina da falta da inovação, no que concerne a expressão pura do que sentem no coração, foi dito por ELA. ELA é uma mulherzinha típica.

O pejorativo não provém de excessos libidinosos, ou de falta de altura, mas sim pelo fato de que ELA em suas vinte primaveras completas, comemora hoje com sorrisos e carícias recebidos pelo Anjo Guardador a mediocridade da sua vidinha morna e provinciana.

ELA só faz o que quer, tem dinheiro, se encaixa bem na construção social do padrão de beleza vigente e não possui destreza para discutir nada que fuja da superficialidade da vida. Mas mesmo assim, como é de se esperar desse sistema injusto, feio e mau que é essa bola azul que gira em um universo perdido, ELA arranjou o seu Anjo Guardador.

Junto d'ELA e do Anjo estou EU. EU que me valho da eloquência e do senso gostoso e levemente ácido do julgamento tendencioso baseado em meu achismo limitado, me envolvo numa teia bem emaranhada de ódio e inveja d'ELA.

No mais, o surpreendente resolveu vigorar neste triângulo micho e fez valer. ELA que recebe carinhos pendentes a uma seguinte investida sexual de seu grande angelical, observada por mEUs olhos vermelhos que parecem emitir lasers de alto poder destrutivo, vejo seus nervos se contraírem, sua pele suar fria e arrepios lhe correrem ao corpo quando o Anjo Guardador que ela conhecera naquela noite tira sua arma de fogo e lhe diz ao pé do ouvido: "É um sequestro!"

A piedade tocou a minha alma, tentei ajudá-LA, mas fiquei atarrachado com o argumento fatal do Anjo Guardador. "Deixe-me levá-LA, ela precisa fazer seu primeiro voo pela vida, você já fez o seu!"

(inspirado em Berecyl Garay)

In Natura


A hipocrisia barata da educação de quem assume, sem ressalvas, puramente a sua forma anátomo-fisiológica alcança e galga os mais altos degraus da vida, chega a ser enojante!
O mundo prende os seres humanos em um caldo viscoso, repleto de vaidade, avareza e hedonismo no qual não há banho que se elimine tais impurezas, não se consegue fugir!
Por esta razão, é que seres humanos jamais serão consumidos in natura. Eles se pasteurizam com mudanças de aparências atenuadas desde desodorantes que amenizam as sulfidrilas das axilas passando por cremes rejuvenescedores contra a ação de radicais livres até transformações comportamentais que culminam em casamentos de interesse, até controversos casos de pura psicopatia.
Entretanto, a noção da mentirosa panorâmica ameniza essa difícil sistemática. De modo que pregar a abolição da cosmética é babaquice, mas agir a evitar tolices que diariamente ocorrem por tabus incrutados na sociedade é glorioso!

Cuspam em mim, na Dilma e na Madonna


Nesse final de semana me cuspiram erros do passado. Eram como um cuspe denso, branco e cheio de bolinhas que deixavam aquele fluido cada vez mais viscoso escorrendo pela minha face!
Tanto nojo me levou à reflexão!
Fiquei tranquilo! Aquele cuspe não foi apenas lançado a mim. Dilma Roussef, a selvagem da Casa Civil e a danadinha da Madonna também foram cuspidas.
A primeira vê o seu passado, que anos atrás beirava ao desinteressante, ser vasculhado por jornalistas e historiadores, que recentemente acusam a sucessora de Lula de ser articuladora de um possível sequestro do nada defensável e indefeso Delfim Neto. Não que eu ache que isso impeça a ministra de ser candidata a presidência. Já li de pessoas: "Se meu filho namorasse alguém que participou de planos de sequestro, eu desaprovaria, logo não vou votar em Dilma!". Acredito que o contexto ainda vai amenizar a pena da presidenciável.
A segunda vê o seus desejos controversamente humanos caírem por terra após a negativa do governo de Malauí não permitir que a rainha do pop adotasse mais uma criança pobre africana, devido a separação recente de Guy Ritchie. Mais além disso, Madonna como uma boa mãe se torna questionável pelo fato do exibicionismo de sua família diversificadamente étnica-desfavorecida como um minimizador de suas libidinosas atitudes.
Agora vem a interessante entrelinha. Eu, após o fatídico estou refletindo e avaliando atitudes a fim de promover meu desenvolvimento humano. Dilma já se defendeu na Folha. Madonna vai recorrer na justiça, é claro!
"On and on, on the beat goes..."