Pícara Sonhadora



Faz tempo que não escrevo de mim, sem rodeios e entrelinhas por aqui. Estive pensando em um tema hoje durante a volta do trabalho e do nada me lembrei da novela Pícara Sonhadora do SBT.

Pode parecer mais uma influência da minha vasta cultura trash, mas essa novelinha era interessante! Pra quem não sabe, tratava-se de uma menina sonhadora - a Pícara - que morava com o pai, zelador de uma loja dessas que vendem tudo, ela consumia tudo de lá: roupas, comida e LIVROS!

Bom, a Pícara me veio, pois eu tenho notado que eu ultimamente venho debochado muito de pessoas com amigos ou simplesmente através da minha voz mental de : “Ah, aquela pícara sonhadora!”

E o deboche, produto do multiplicador ‘menosprezar o próximo’ e do multiplicando ‘insatisfação pessoal’, tem o porquê de vir. Eu ando a cada dia menos pícaro e menos sonhador. A vida veio arrebatadoramente com a necessidade urgente de eu me reinventar, em todos os seus segmentos! Eu estou perdido, amadurecendo, de fato, eu diria.

Mas não é nada desesperador como em outras épocas, em breve voltarei a ser mais sonhador e mais pícaro. Ihhh, eu não consegui fugir ainda das entrelinhas... Quem sabe da próxima vez!

Incerteza





Quando ingressei na engenharia, em Física Experimental I - uma materiazinha de um crédito, aprendi a calcular a incerteza matemática de medições.


Eu gostava de calcular incertezas, pois através delas eu tinha em números a noção exata de quanto eu tinha sido impreciso nos meus experimentos.


Hoje, estou dominado por incertezas imensuráveis que consomem porcentagens colossais da minha energia. Apostas que fiz baseadas em conformismos, amizades de qualidade decadente e paixões que beiram o ineditismo da inexistência.


Daí, hoje sou Gustavo Venancio ± Narciso.